terça-feira, 31 de julho de 2012

Matéria da Zero Hora em 08/07/2011, sobre a manutenção da ponte


Obra se arrasta e causa transtornos na Estrada Caminho do Meio, entre a Capital e Viamão
Conserto na ponte sobre o Arroio Feijó se estende por mais de um mês, segundo motoristas

Um conserto de uma ponte se transformou em dor de cabeça para motoristas que utilizam a Estrada Caminho do Meio — após o fim da Avenida Protásio Alves —, no limite entre Porto Alegre e Viamão. A obra na via sobre o Arroio Feijó se arrasta por mais de 30 dias e deixa em meia pista o trânsito no local. O caminho é usado por ônibus que fazem o transporte entre cidades da Região Metropolitana.

Duas lajes da ponte romperam, segundo a SMOV (Foto: Ronaldo Bernardi)

Em um período de uma semana, Zero Hora recebeu pelo menos três reclamações de moradores dos municípios de Alvorada e Viamão que utilizam a estrada para chegar à Capital. Apesar de o lugar do conserto ter sido sinalizado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) de Porto Alegre — um semáforo foi instalado para intercalar a passagem de veículos dois dois sentidos —, condutores questionam a lentidão e os transtornos causados.
— Claro que tem de consertar, mas está há muito tempo assim, em meia pista — afirma Maicon da Silva, que trabalha em um estabelecimento exatamente no ponto onde a ponte é consertada

Obras deixam a estrada em meia pista (Foto: Fernando Gomes)

Morador de Alvorada, o empresário Wagner Pereira, 29 anos, trabalha em Porto Alegre. Utiliza o caminho para o deslocamento diário de 15 quilômetros até o bairro Petrópolis. Segundo ele, há dias em que a obra parece estar abandonada.
— Um dia tem gente trabalhando. No outro, está o monte de areia obstruindo metade da pista e ninguém no local. Parece obra inacabada. É muito tempo — diz.

Via é usada por ônibus da Região Metropolitana (Foto: Fernando Gomes)

O que dizem as prefeituras
- A Secretaria de Obras e Viação de Viamão informou, por meio da assessoria de comunicação, que o reparo é executado pela prefeitura de Porto Alegre.
- Contatada por Zero Hora, a Secretaria de Obras e Viação da Capital informou ser a responsável pela obra. Conforme a pasta, duas lajes da ponte romperam há cerca de um mês e precisaram ser substituídas. No entanto, técnicos da prefeitura avaliaram a estrutura e constataram a necessidade de reforço, o que demandará mais dias de trabalho. Uma empresa será contratada para executar o serviço. Nesta sexta-feira, o processo ainda estava em fase de orçamento. Não há previsão para o trecho ser liberado.

O ponto exato do problema
A obra está localizada na Estrada Caminho do Meio, no fim da Avenida Protásio Alves, no limite entre Porto Alegre e Viamão. A ponte é sobre o Arroio Feijó, quase no cruzamento com a Rua Teodoro Luís de Castro, no acesso à Localidade Passo Dorneles. Confira no mapa.

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2011/07/obra-se-arrasta-e-causa-transtornos-na-estrada-caminho-do-meio-entre-a-capital-e-viamao-3380841.html

Matéria da Zero Hora em 31/07/2012


Eduardo Rodrigues
eduardo.rodrigues@diariogaucho.com.br

Anúncio de político é como promessa de casamento: demora até se concretizar ou simplesmente não se realiza por vários motivos. Em 2010, a bancada gaúcha na Câmara dos Deputados fez brilhar os olhos dos moradores do leito da Estrada Caminho do Meio, como é conhecido o trecho que começa no fim da Avenida Protásio Alves, em Porto Alegre, e segue por Alvorada até a parada 54 de Viamão.

Emenda ficou na promessa
Uma emenda parlamentar, aprovada pelos deputados naquele ano, garantiria recursos para duplicação da via, que liga as três cidades.
Mas, até hoje, o projeto não saiu do papel. A população, que sonhou com a nova rodovia - como a noiva sonha com o altar -, sente-se traída.

Fluxo de veículos aumentará
Morador de um condomínio ao lado da estrada, em Alvorada, o corretor de imóveis Victor Kotula Filho, 57 anos, afirma que a frustração é tão grande como foi a expectativa. Sem a duplicação da estrada, o congestionamento só aumenta e os pedestres arriscam a vida caminhando em uma pista sem acostamento.
- Quando um carro bate ou estraga por aqui, o engarrafamento é enorme. E a tendência é piorar. Com a construção em andamento de novos condomínios, o fluxo de veículos irá aumentar muito mais - prevê o corretor.

Comunidades devem pressionar
De acordo com o coordenador da bancada gaúcha na Câmara, deputado federal Renato Molling (PP), os moradores da região devem se mobilizar para pedir aos representantes do Legislativo que lutem novamente pelo projeto em Brasília. A bancada do Estado pode sugerir, no máximo, 20 emendas ao Orçamento de 2013. E a duplicação da Caminho do Meio não está entre elas.
- Recebemos mais de 70, 80 pleitos, alguns são enviados pelo Executivo. Por isto, não gostamos de criar expectativas para depois frustrar a população - revelou o deputado.

O projeto
- Pelo projeto original, o governo federal enviaria R$ 40 milhões, e o Estado, como contrapartida, entraria com R$ 10 milhões.
- Em 2010, a emenda entrou no orçamento da União, mas o valor não foi empenhado no ano seguinte.
- Em 2011, ela foi reapresentada no valor de R$ 19 milhões, mas não obteve votos suficientes para ser incluída no orçamento de 2012.
- Este ano, ela não está entre as prioridades dos parlamentares gaúchos.

Projetos da obra estão prontos
O Estado fez a sua parte. Além de garantir os R$ 10 milhões de contrapartida para a obra, o governo afirma que os projetos executivos estão prontos. Segundo o arquiteto e diretor-superintendente da Metroplan, Oscar Escher, o processo de solicitação do licenciamento ambiental aguarda apenas uma sinalização do governo federal para ser iniciado. A Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano informa que o começo dos trabalhos depende da liberação dos recursos em Brasília.

http://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/dia-a-dia/noticia/2012/07/duplicacao-na-caminho-do-meio-ficou-so-na-promessa-3837998.html